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Na sua 10ª edição, a Bienal da Escola de Belas Artes se apresenta sob o tema “Ecos”, palavra que ressoa em múltiplas direções e convida à reflexão sobre as reverberações da arte no tempo, no espaço e na memória coletiva.

Um eco é sempre resposta e continuidade: nasce de uma voz, de um gesto, de uma imagem que se projeta e retorna transformada. Assim também acontece com a criação artística, um diálogo incessante entre passado e presente, entre tradição e invenção, entre o individual e o coletivo.

A 10ª Bienal recebeu 312 propostas, das quais foram selecionadas 65 trabalhos de 60 artistas, estudantes da graduação e da pós-graduação, abrangendo diferentes modalidades artísticas: pintura, vídeo, desenho, fotografia, escultura, instalação e performance.

Os trabalhos aqui reunidos revelam como a produção contemporânea se alimenta das vozes que a antecedem e, ao mesmo tempo, projeta novas sonoridades para o futuro. Os artistas participantes exploram múltiplas linguagens e suportes, deixando transparecer tanto a escuta sensível dos ecos da história quanto a urgência de fazer vibrar novas possibilidades.

Mais do que resposta, os ecos são resistência: permanecem no ar mesmo quando a fonte já não está mais presente. Representam a memória viva, a persistência da experiência estética e a capacidade da arte de se desdobrar em camadas infinitas de significação.

Agradecemos a todos os envolvidos neste processo e, em especial, ao Centro Cultural dos Correios, que acolheu esta edição da Bienal.

A 10ª Bienal da Escola de Belas Artes celebra, assim, o encontro entre gerações, linguagens e perspectivas, reafirmando o papel da arte como espaço de escuta, reverberação e transformação.

Madalena Grimaldi
Diretora da Escola de Belas Artes